sábado, 30 de outubro de 2010

Make love with me

Quero que faças amor comigo. Não um querer de vontade secundária, vontade efémera. É um querer de fazer arrepiar. de fazer atrair com o perfume, com a voz, com a gargalhada arrastada. Não me sentes? É um querer de "ou tudo ou nada" . Quero que faças amor comigo como se não houvesse amanhã .
De uma maneira alegre e ao mesmo tempo triste. quero que balances o teu corpo no meu como se esse fosse o único movimento que soubesses. a um ritmo descompassado para tudo ser novidade. a um ritmo certo para nao me magoar a incerteza do teu corpo.. e da tua vontade .
Quero que me beijes como se uma desconhecida se tratasse com a certeza de que a desconhecida sou eu, e que a cada toque de lábios te vicies cada vez mais no meu sabor. Sabor. O teu. Um travo de sal e perfume com classe de um estranho que me dá a ilusão de protecção , que me tem nas completamente nas mãos. 
Quero que faças amor comigo. e por vezes sexo. só sexo puro e duro. Que ponhas a tua vontade à frente da minha mas que penses que essa é a minha vontade.
Porque por breves momentos de desejo, acertas. sim- é mesmo essa a minha vontade.
Quero, preciso que faças amor comigo. Como se fosse a única mulher do mundo que te compreendesse. Porque, meu amor, eu sinto mesmo que o sou.
Descubro cada dia, cada noite, um novo centímetro do teu longo corpo. E tomo-o como achado, como meu. Achas que é arrogância, atrevimento da minha parte?
Sabes o que mais me dá um aperto no coração? Saber que os teus olhos não são meus. Que a tua boca só é minha quando te beijo. Vês o que me fazes? Fico possessivamente tua . Fico num querer de ti que me reduz e me torna tão grande ao mesmo tempo. Por isso, salva-me. Salva-me deste turbilhão de vontade , desejo de ti.
Sinda tenho muitos centímetros do teu corpo para descobrir. E quando (ou deverei dizer "se"?) os descobrir.. quero reconquistá-los todos de novo. Um a um. Beijá-los, acaraciá-los .
Por isso, e por muito mais que quero ser .... quero inventar novas formas de fazer amor contigo. Quero ser a rapariga que nunca pudes-te ter, quero ser aquela que tanto desejas-te e tives-te (mas só uma vez), quero ser aquela por quem tens uma vontade incotrolável de entrar no corpo e só sair quando a exaustão se apoderar de ti. Deixas-me ser? Deixas-me tornar-me tua? É que por breves instantes eu consigo sentir-te meu, só meu.
Quando entras em mim sinto que está tudo contra tal acto. Toda a gente, todos os acasos, todo o mundo. Menos eu e tu. Torna tudo mais delicioso, mais proibido, mais desejado.
Olhas-me no fundo da alma. como que me sugas.
Mas afinal, tantas palavras inacabadas, tantos rodopios, tantas confissões para uma vontade quase institiva , primitiva de Nós.
Omeu corpo precisa-te , já que o meu coração está nas tuas mãos. 
É simples, meu querido, meu vício : faz amor comigo ...

2 comentários:

Kate V. disse...

Que texto tão bem conseguido, adorei! E adorei o blog *

Prazer , Inês disse...

obrigadíssima :) ainda para mais em início , sabe sempre bem saber que alguém com um blog tão bonitoo e já com duzentos e tal seguidores , gostou do meu " recém-nascido " :p
vou começar a seguir o Kate's Diary *